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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Banda Angatu lança seu álbum de estréia 'A Vida Que Eu Sempre Quis'

Foi lançado no dia 8 de Agosto de 2014 o álbum 'A Vida Que Eu Sempre Quis', o primeiro da ANGATU, uma das mais novas bandas de reggae de Florianópolis.

Com forte influência do Reggae Jamaicano das décadas de 70 e 80, ANGATU mistura 'Roots Reggae', 'Ska', 'Rock-Steady, 'Rub-a-Dub', 'Dub', 'New Roots', tudo isso com um 'quê' de Música Brasileira, criando um estilo único e inconfundível.




Criada por ex-integrantes da banda CULTIVO, o som da ANGATU não apresenta ruptura com o estilo da antiga banda. Pelo contrário, se aprofunda no desenvolvimento da linguagem que caracteriza os dois primeiros CDs da CULTIVO ('Árvore Urbana' e 'Organico') e ainda vai além. 

O álbum de estreia da banda vem com 13 músicas, quase todas inéditas. Os maiores destaques são as faixas 'Jah no Coração' e 'Around n' Around/Papo Reto' que tiveram a participação marcante das cantoras jamaicanas do Groundation Kim Pommell e Sherida Sharpe. O vocalista da Rutera, Pablo See A Rasta, cantou em 'Voz do Coração', e também gravou algumas linhas de baixo e backin' vocals em outras músicas. O CD também conta com a participação muito especial de Leonardo 'Frodo' Barbosa (Brilho da Lata) e Fabiana 'Fyah' Rocha nos backin' vocals.

As letras das músicas falam sobre reflexões do Dia-a-dia, sobre Paz Interior, Conexão com a Natureza e com o Divino, sobre Amor, Saudade, Abelhas. Vale destacar também 'A Vida Que Eu Sempre Quis', faixa que dá nome ao disco, 'Tai Chi Chuan', uma regravação da canção lançada ano passado no Pedrada Acustico e 'Walkin On The Beach', uma roots love song simples e envolvente.

Dia de Gravação com as cantoras do Groundation no Ouié/Tohosound Studio, Florianópolis-SC
O disco é resultado de um trabalho coletivo e parcerias através do selo independente Quebrando Records. As baterias foram gravadas por Torrey Richards em Florianópolis. Kim e Sherida Sharpe gravaram no Ouié Tohosound Studio com Martin Navarro, na Praia da Armação, Floripa. As outras vozes foram gravadas no estúdio Vox Master, em Porto Alegre, por Bernardo Manzoli. Todo o restante foi gravado na própria Quebrando Records. O álbum foi masterizado no estúdio 'Vox Master' em Porto Alegre.

O Reggae no Mato apoiou a produção executiva. Gabriel Dread (esse que vos fala) foi o articulador da parceria com as vocalistas da banda californiana Groundation.

Você pode escutar A Vida Que Eu Sempre Quis diretamente do site da banda, onde é possível também adquirir sua cópia física ou digital:

Acesse também:



Abraços

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pedrada Acústico


Pedrada Acustico mistura MPB, Reggae, Samba-Rock, Bossa-Nova e Ska, criando uma sonoridade única, envolvente e inovadora. Simples e elegante, apresenta um trabalho autoral consistente, com letras que falam principalmente de Amor, Natureza, Vida, temas cotidianos sob uma perspectiva de grande profundidade.

Além das músicas próprias, o repertório do show conta versões de Bob Marley em Bossa-Nova, Chico Buarque em Ska, The Beatles em Reggae, interpretações de Tim Maia, Jorge Bem, Vinicius de Moraes, Seu Jorge, Gilberto Gil, Roberto Carlos e outros grandes mestres da música.

O Início

Depois de uma tour com a banda de reggae Cultivo pela Bahia, em Julho de 2012, Pedro Angi e Vito Lorenzoni decidiram esticar a viagem por mais 20 dias e conhecer melhor o litoral baiano. Munidos de seus instrumentos musicais, não perderam a chance de se apresentar em formato acústico em bares e restaurantes das cidades por onde passaram: Morro de São Paulo, Itacaré, Arraial D'Ajuda e Caraíva. O repertório foi se formando organicamente, com músicais autorais e versões, passeando pela Bossa-Nova, Samba-Rock, Reggae e MPB e foi muito bem aceito pelo público. Nascia ali o Pedrada Acustico.

De volta à Florianópolis juntaram-se à Bruno Padoveze e Oscar Simon Rodriguez, começaram a ensaiar e fazer pequenas apresentações na ilha Catarinense. Em Outubro foi feita a gravação do CD com o estúdio móvel Vox Master, na Praia do Matadeiro, em  Florianópolis. Com 10 músicas, lançado pela internet em Março de 2013. Em Junho a banda fez sua primeira tour no interior de São Paulo, com Cris Monteiro da banda OneLove Marley Project na percussão. Com sua positividade e o groove contagiantes, Cris naturalmente se integrou ao projeto.


Pedrada Acústico
Acesse: https://www.facebook.com/PedradaAcustico
Siga: http://twitter.com/PedroAngi/
Escreva: pedrozion@live.com



PEDRO ANGI - Voz e Violão

Pedro aprendeu violão com seu tio, Marco Angi, aos 11 anos. Com 17 escreveu suas primeiras canções, e não parou mais. Aos 19 tocava com algumas bandas de Reggae em São Paulo. Participou da fundação da banda Cultivo  em 2004, na qual gravou os álbuns 'Árvore Urbana'(2006) e 'Organico'(2008) e adquiriu experiência compartilhando palcos grandes com artistas renomados e viajando por mais de 50 cidades, conquistando milhares de fãs . Em 2012 participou da criação do 'Pedrada Acustico' e gravou o álbum homonimo. Além do Pedrada Acustico, Pedro vem se dedicando à sua nova banda de Reggae 'Angatu'

VITO LORENZONI - Saxofone, Flauta Transversal e Voz

Saxofonista e flautista desde 2009, trabalhou principalmente com as bandas Humani, Aquidasplanta e Cultivo, com as quais participou de importantes eventos com a presença de reconhecidos nomes da música, como Ziggy Marley, The Wailers, Alpha Blondy, Tribo de Jah e Ponto de Equilíbrio. Também integra o grupo que realiza a turnê brasileira com o compositor australiano Jarrah Thompson. Influenciado por diversos ritmos - pricipalmente reggae, jazz e bossa nova - tem estilo original, bastante integrado ao trabalho do Pedrada Acustico, do qual é também membro fundador.

BRUNO PADOVEZE - Baixo e Voz

Nesses 15 anos de carreira, a música e seu contrabaixo já levaram Bruno aos quatro cantos do mundo. Viveu, estudou, gravou e fez turnês nos EUA, Europa e Austrália, além de ter trabalhado vastamente em todo o Brasil, tocando com diversas bandas e artistas, em vários estilos musicais. Estudou na Universidade Livre de Musica Tom Jobim (ULM) em São Paulo e no Conservatorio Musical de Budapeste (Hungria). Desde 2009 integra a banda australiana 'Jarrah Thompson Band', o projeto paulista ONELOVE 'marley project' e o quarteto Pedrada Acústico de Florianópolis.

OSCAR SIMON RODRIGUEZ - Percussão e Voz

Na adolescência fez aulas de bateria e começou a tocar percussão, com ritmos típicos do Uruguai, sua terra natal, e ritmos afro-brasileiros. Já no Brasil, tocou em bandas de metal, de forró, grupos de maracatu e de percussão afro. Atualmente toca no grupo Abayomi e dá aulas de percussão.

CRIS MONTEIRO - Percussão e Voz

Percussionista nato, participa de várias atividades ligadas à educação e recuperação de crianças e jovens através da música. É percussionista na OneLove Marley, com vasta experiência na vida musical, e tem uma energia positiva radiante.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cultivo - "Impermanência": lançamento do clipe oficial


A banda Cultivo lançou no último sábado, dia 20 de outubro de 2012, seu primeiro video clipe oficial. Filmado totalmente em HD, "Impermanência" ilustra a mensagem que CULTIVO busca passar em suas músicas de uma maneira muito poética e emocionante.

O clipe foi filmado em Florianópolis, a Ilha da Magia. As locações escolhidas pela banda foram aquelas que mais traduzem a conexão com a natureza proposta por Cultivo: Dunas da Joaquina, Lagoa do Peri e Praia da Armação.


O Reggae no Mato esteve presente na gravação e se orgulha de ter apoiado sua produção e divulgação do lançamento.

Em menos de uma semana, o clipe já conta com mais de 5.600 visualizações.

Parabéns CULTIVO!! Sucesso total!

CULTIVO - "Impermanência" [Official Music Video]


Pelo amor de Deus será que você ainda não entendeu
Que ter ou não dinheiro não faz de você mais feliz que eu?
Tudo sempre muda
E nada nesse mundo continua igual, não
Tudo sempre muda
Nada permanecerá do jeito que está, não
Olha só essa riqueza, tente definir o seu valor
Me diga aonde está a Natureza
É tão fácil ver quanto custou
Mas tudo bem, já sei que

Tudo sempre muda
E nada nesse mundo continua igual, não
Tudo sempre muda
Nada permanecerá do jeito que está, não

Vocalização

No dia em que eu entreguei meu coração pra Deus choveu
Choveu o amor na minha cabeça
Cada gotinha era maior que eu!
Aí entendi então que
Tudo sempre muda
E nada nesse mundo continua igual, não
Tudo sempre muda
Nada permanecerá!

Vocalização

A Humanidade passa por muitas crises das quais não vê saída
Todas elas geradas por uma única crise:
A de percepção da Vida.
O homem se afastou da Natureza quando se julgou superior
Olha a distância que a gente criou...

Sola do pé, meia, sapato, asfalto
E a Terra esperando você ver
Somos a própria Natureza, cheios de beleza e de amor

No dia em que eu entreguei meu coração pra Deus choveu
Choveu o amor na minha cabeça
Cada gotinha era maior que eu!
Tudo sempre muda
E nada nesse mundo continua igual, não.
Tudo sempre muda
Nada permanecerá!

Vocalização

Tudo sempre muda, yes!
E nada nesse mundo...

Agradecimentos:

KOMODO PRODUÇÃO AUDIOVISUAL
Direção: Claudiomar Vill
Ass. de Direção: Juliano Stadler
Imagens: Thiago Jasper
Eletricista: Heron Silva
Maquinária: Ricardo Alexsander
Produtor: Cássio Parreira
Motorista: Eduardo Fernandes

Participantes:

Alan Olech Santos
Alessandra da Silva
Aline Teixeira Miguel
Amanda Stober Germann
Andreia Mendes Stober
Angelita Alves Da Toledo
Areta Renata Pessoa
Ariel Beltramini
Camila Leidins Correa Silvello
Camila Mafalda Rodrigues
Carlos Alberto Borges
Carlos Eduardo Felix Gomes
Carolina Boccalo Dias de Góes
Cinthia Gabriela Da Cruz Vaz
Cynara Martins
Dahiana Marcela González
Danilo Fernando Fantini
Diego Farael Vital Silva
Diogo Vieira dos Santos
Eduardo Borges
Elisangela Colares da Silva
Fátima Pacheco
Felipe Mendes Andrada
Fernanda Pedrotti
Frank Cardoso Lummertz
Gabriel Siqueira
Jefferson A. F. Lemes
Jeremias Deivid Lopez
Juliana Donici Rovai
Karina De Lorenzi
Maíra Senatore
Marcela Luisa Lamb
Marcio Gusmão De Souza
Mariana Flor
Paulo Pilleggi de Sousa
Priscila Domingues Colturato
Rafael Fontes Gaspar
Raphael Yuri Coelho Prata
Renato Carreiro
Ricardo Grippe
Robson Francisco Fernandes
Rodrigo Câmara Franco
Solano Pessoa Lopes
Thiago Ricardo Guimarães
Vitor Souza

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Psicologia somática: palestra e vivência em Floripa

Cartaz de divulgação (clique na imagem para ampliar)

Dia 7 de Maio (próximo sábado) acontece uma palestra e vivência sobre psicologia somática em Floripa.

O curso ABCΨΣ de psicossomática é um processo pedagógico e terapêutico que promove:

- estudo teórico e prático da psicologia somática

- desbloqueio da criatividade e expressão através de exercícios que trabalham voz, gestualidade, postura, andar, respiração, sensorialidade, agressividade e afetividade

- desenvolvimento das inteligências intrapessoal (conhecer a si mesmo, ter capacidade de autoanálise, enxergar o espelho que os outros refletem sobre nossas atitudes) e interpessoal (perceber o outro, conseguir se colocar em seu lugar, compreendê-lo na relação consigo mesmo e comigo – estudar, buscar conhecer a dinâmica das relações entrepessoas)

- capacitação para análise caracterial ou psicossomanálise (leitura corporal objetivada)

A a "psicossomanálise" é uma técnica terapêutica desenvolvida por Fabio Veronesi que trabalha com os fundamentos da psicanálise freudiana e lacaniana, derivando dessa base no mesmo sentido trilhado por Wilhelm Reich, mas se estabelecendo antes do extremo a que ele chegou com a vegetoterapia caracterio analítica. Tem componentes de autogestão, bioenergética, caracteriologia, e psicossomática.

Para saber mais:
http://cursoabcpsigma.wordpress.com
http://sites.google.com/site/abcpsigma
http://fabioveronesi.wordpress.com

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domingo, 17 de abril de 2011

Venha curtir no novo Coral da Ilha










A proposta é cantar a Quatro vozes um repertório variado e divertido de canções folclóricas, populares, eruditas, etc. Não é necessária experiência prévia e o fim é a PURA DIVERSÃO. Nos reunimos durante duas horas, uma vez por semana, no coração do Rio Tavares.

Você tem filhos? Pode traze-los. A maioria dos integrantes traz suas crianças, Que ficam integradas num espaço aconchegante e familiar. Nos revezamos para cuidar deles ou organizamos uma babá.

A direção musical fica por conta de Manuel Meyer Castro, Quem integra corais há mais de 20 anos. Os custos são de R$ 10 mensais para pagar o espaço e contribuição voluntária para o diretor.

Assista o Coral da Ilha cantando a tradicional música zulu Siyahamba:


Horário: Quinta-feira as 17:00 (começamos as 16:30 com solfejo e flauta doce para iniciantes, opcional).

Local:
Espaço Atená - R. Eupídio da Rocha 144 - Rio Tavares - Florianópolis - SC
(Km 5 da Estrada Geral do Rio Tavares, na altura do posto de gasolina ALE)

Email: contato@slingando.com
Telefone: 3233 6787 (Manuel e Tamara) e 3237 4231 (Atená)

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Banca de Graça no IV Bazar Coisas de Mãe


Desapegue-se

Abra espaço para o novo e recicle energias!
Separe o que você tem que está legal mas não está sendo usado.
Ofereça a outras pessoas.
Pegue o seu novo, que alguém também está ofertando.
Traga para a banca aquilo que você não está usando, mas que pode ser útil para um amigo. E venha ver se há algo útil pra você também.
É só chegar e presentear!
É só chegar e ser presenteado!

É a BANCA DE GRAÇA que acontece no
IV Bazar Coisas de Mãe

Convite oficial do IV Bazar (clique na imagem para ampliar)
Acessórios femininos e infantis, vestuário infantil, decoração, slings, livros, brinquedos e bonecos, cookies e cupcakes, alimentação saudável, utilidades para casa, e muito mais!
Atividades para toda a família em um local lindo e agradável.

O que? IV Bazar Coisas de Mãe - Especial de Páscoa
Quando? Sábado, 16/04/2011 das 13h às 19h
Onde? SESC Cacupé. Estrada Haroldo Soares Glavan, 1670.

Saiba Mais sobre o Bazar Coisas de Mãe

O Bazar Coisas de Mãe é um espaço onde mães empreendedoras podem expor seus trabalhos, produtos e serviços na companhia de seus filhos. São mulheres que redirecionaram, de alguma forma, suas carreiras para evitar a separação dos filhos em idade precoce e, assim, podem trabalhar na companhia das crianças, criando produtos lindos, originais e úteis.

Acesse também:
Blog: http://bazarcoisasdemae.blogspot.com/
Loja Virtual: http://www.bazarcoisasdemae.com.br/
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002194251300
Twitter: @bazarvirtual

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Skol Praia e a especulação imobiliária no Campeche

Florianópolis: as belezas do sul da Ilha da Magia estão com os dias contados
(Imagem: Gabriel Dread)

A praia do Campeche e o sul de Floripa como um todo estão sofrendo um processo de degradação ambiental e cultural por imposição de grandes corporações e empreiteiras que almejam lucro sem o menos respeito pelas leis ambientais e tradições locais, enquanto as autoridades locais incentivam o "empreendedorismo" e o "desenvolvimento" (leia-se: maior arrecadação de impostos e outros incentivos menos lícitos por parte das empresas) em Florianópolis.

Para "celebrar" a destruição da região, o Skol Praia elegeu o Point do Riozinho como base de suas operações no verão, alimentando as ilusões dos turistas desavisados e atraindo ainda mais pessoas para um local sem a menor estrutura para atender tanta gente. Ben Harper, Donavon Frankenreiter e Tom Curren, músicos de renome internacional, provavelmente nem imaginam que sua imagem está sendo associada a tamanho desrespeito com os manezinhos da ilha.

Dando sequência ao debate, publicamos hoje um texto da jornalista da libertação Elaine Tavares, do blog Palavras Insurgentes, que remonta às origens do bairro para mostrar que o avanço da Babilônia sobre o bairro é um processo recente e ainda reversível.

O Campeche exige respeito ao seu modo de vida

Por Elaine Tavares*

O Campeche, até os anos 70 do século XX foi um pacato reduto de famílias descendentes de açorianos, dadas à pesca, à agricultura de subsistência e à criação de gado. Nos anos 20, por ser rota de passagem da iniciante aviação transcontinental, entrou para a história como lugar de pouso dos aviões que seguiam para a Argentina, tendo sido criado ali um campo de aviação. Dentro de um destes aviões vinha, amiúde, o conhecido Saint-Exupéry, autor do imortal livro “O Pequeno Príncipe”. Por conta deste visitante ilustre, que acabou criando laços com uma das famílias locais, do patriarca Deca Rafael, o bairro é cheio de alusões à vida e à obra do escritor.

Nos anos 80, com o impulso das migrações de famílias vindas do interior de SC e de outros estados, o bairro cresceu, mas ainda mantendo a vida simples e pacata, com boa parte de suas ruas de areia e praia de beleza exuberante. Sempre foi um contraponto ao norte urbanizado, reduto de turistas. Essa peculiaridade fez florescer no Campeche e arredores um forte movimento comunitário que passou a exigir da municipalidade demandas que dessem conta da manutenção deste estilo de vida na região. Foi ali que teve vez a proposta do primeiro Plano Diretor pensado diretamente pelos moradores, que definia esta região do sul como um espaço de moradia e de vivência comunitária, sem o exagero dos espigões, dos grandes empreendimentos turísticos, da exploração imobiliária e da destruição da natureza.

Essa movimentação garantiu que a comunidade crescesse de forma mais lenta, vigiada de perto pelas gentes e pelos movimentos populares, alertas às tentativas de destruição. Mas, agora, na primeira década do século XXI, novas ondas de migrações, acompanhadas das ações de empreiteiros, começaram a mudar a paisagem e a vida do lugar. Empreendimentos de grande porte pipocam por todo lugar. Manipulando as leis ou mudando-as para seu benefício, nas famosas alterações de zoneamento patrocinadas por vereadores mal-havidos, são construídos grandes prédios que impactam de forma brutal a vida do bairro, desde a caótica mobilidade urbana até a falta de água. Estas questões já apareceram no novo processo de discussão do Plano Diretor vivido pela cidade há quatro anos e que acabou, abruptamente, virando em nada, com a prefeitura preterindo a proposta popular por outra formulada por um instituto privado.

Em 2010, a mídia florianopolitana, também ao sabor de gordos patrocínios, criou a fantasia de um recanto de paraíso, o chamado “riozinho”, que é um espaço na praia do Campeche onde deságua um pequeno rio local. Ali virou o ponto da temporada, com a presença de artistas globais e outros “ilustres” endinheirados. Este ano, o empreendimento que se criou ao lado do rio Rafael alugou parte das dunas – que tem sob seu poder - para a poderosa Skol, que anuncia shows de grande porte para o local. Com isso, a comunidade, retomando a luta travada desde os anos 80, tem denunciado as irregularidades e procura conscientizar os moradores para que mantenham a vigilância sobre a forma de vida que desde tempos muito remotos se decidiu empreender naquele lugar.

Desde o ano passado a comunidade observa um crescimento exacerbado que deverá provocar grandes impactos e, por conta disso, decidiu empreender novas mobilizações em defesa do seu modo de vida. Na última quarta-feira, representantes do movimento popular, que é bastante forte no Campeche, se reuniram e listaram os seguintes problemas a serem enfrentados:

1 - O processo do Plano Diretor participativo iniciado pelo prefeito Dário Berger colocou a comunidade, durante quatro anos, a pensar e organizar a vida local. Encerrado autoritariamente, abriu espaço para que os grandes empreendimentos começassem a conseguir licenças para construções de grande porte colocando em risco a sustentabilidade da região que tem um ecossistema frágil de dunas e restinga, não oferece saneamento básico, tem pouca reserva de água e sofrível mobilidade urbana, com ônibus em intervalos muito longos, além de poucas linhas em circulação. Também no que diz respeito aos caminhos que levam ao centro da cidade, a situação é muito ruim uma vez que há apenas uma saída, ocasionando infindáveis engarrafamentos.

2 – Um exemplo desta ocupação irracional é o projeto Essence, da empresa RODOBENS, que se anuncia na cidade como um lugar de sonhos. O condomínio está sendo erguido praticamente em cima das dunas. São 14 prédios de quatro pavimentos cada um, com garagem subterrânea e ático, o que configura, na verdade, seis andares. No total são 500 novos apartamentos que devem adensar a região com mais mil pessoas. A garagem do prédio, feita no subsolo, é uma armadilha perpétua, uma vez que a área onde está construída é inundável e certamente sofrerá com as chuvas torrenciais que costumam cair no verão.

3 - Dezenas de outros mega projetos estão aparecendo a cada dia, causando sérios transtornos. Um deles, próximo à praia, está há meses sugando o lençol freático, jogando água pura na rua, para conseguir secar o terreno que foi cavado para a construção de garagens subterrâneas. Nada disso parece constituir ilegalidade, mas a comunidade já não suporta mais ver o desperdício de água pura, elemento que é tão importante para a vida.

4 – A Casan iniciou no ano passado um projeto de construção da rede de esgoto, mas desde então a comunidade tem se manifestado contrária a proposta de uma rede que desemboque numa única estação de tratamento que some todo o esgoto da ilha para ser jogado, via emissário submarino, no mar do Campeche. Várias manifestações já foram realizadas e o plano diretor construído pela comunidade definiu por pequenas estações de tratamento em que parcelas da comunidade assumam a responsabilidade pelo seu esgoto, sem que seja necessário jogá-lo no mar. Essa tecnologia existe, é acessível e nada impede a municipalidade de usá-la. Mas, a prefeitura, assim como a Casan não são sensíveis aos desejos da população e seguem com seu projeto original. Esse ideia, ultrapassada e poluidora trará também graves impactos ambientais á comunidade.

5 – Não bastasse ficar surda à comunidade a Casan tem sistematicamente desrespeitado a lei ambiental construindo rede coletora sobre as dunas, onde se aglomeram algumas casas de gente rica, construídas de forma ilegal. Os canos estão desembocando na praia, também em flagrante ilegalidade.

6 – Ao mesmo tempo em que a Casan premia os endinheirados invasores das dunas, a Justiça utiliza de sua conhecida predileção pelos ricos e coloca abaixo um espaço comunitário que existia na praia desde a década de 80, reconhecido como espaço cultural e patrimônio do Campeche. O histórico Bar do Chico foi derrubado, às seis horas da manhã de um dia chuvoso, sem que a comunidade tivesse tempo para se organizar, uma vez que todas as outras tentativas haviam sido barradas pelo povo. Poucos meses depois, o empreendimento Essence, que se localiza no rumo do bar construiu um deck de madeira, ocupando o espaço do antigo bar, para seus “privilegiados” moradores. Por ação popular o deck foi derrubado, mas pode voltar.

7 – Também o direito de ir e vir e de ocupar a praia pública está cada dia mais limitado aos locais. É o caso da faixa de praia que tem início na Comunidade das Areias até o Bar Tropical, no Morro das Pedras. Em função de alterações de zoneamentos, feitas há décadas no Governo do Bulcão Vianna, os Condomínios que foram construídos ao longo de quase 2 kms de praia não respeitam a lei, a qual determina que a cada 200 metros deve haver saída para a praia. Assim, espaços públicos ganham caráter de propriedade privada, impedindo o acesso aos moradores. A rua Manoel Pedro Vieira está totalmente tomada por Condomínios, incluindo-se aí a mansão de praia do tenista Guga Kurten e o Hotel Morro das Pedras, erguidos sobre as dunas, assim como os condomínios. Isso afronta o direito de ir e vir, mas nada é feito contra esses que praticam apartheid social. A rua citada, onde está a casa do tenista, hoje conta com apenas duas saídas para a praia.

8 – As mudanças climáticas e a ação desordenada do homem, que levaram à destruição da praia da Armação, também no sul da ilha, se faz presente também no Campeche. Com as construções de luxo sobre as dunas, a paisagem muda e transforma o ritmo da natureza. Nos últimos anos, as ressacas no Campeche têm sido vorazes e várias casas, construídas irregularmente sobre as dunas, são atingidas. Alguns destes proprietários realizaram obras de enrrocamento (colocação de pedras ou cimento) na praia, visivelmente ilegais. Algumas delas, barradas posteriormente, oferecem sérios riscos aos banhistas, com pontas de ferro assomando pela areia e outras escondidas sob o mar. E para completar este cenário de completo desrespeito pela vegetação nativa, os invasores de dunas estão cobrindo-as com lonas de plástico. Estas atitudes isoladas e egoístas têm causado mudanças, inclusive com a diminuição da faixa de areia.

9 – O desrespeito ao terreno natural e aos olhos de água que abundam no Campeche leva a grandes tragédias como o alagamento sistemático de áreas com a conseqüente destruição de casas e bens. As soluções, em vez de melhorar, são cada vez mais atrapalhadas, como por exemplo a idéia de tubular o Rio Rafael, com a proposta de construir um prédio sobre ele, o que poderá ocasionar ainda mais alagamentos na região, com a água não tendo para onde escoar.

10 – Para fechar com “chave de ouro” o processo de destruição sistemática do modo de vida do Campeche, agora, com o conluio de empresários da área, sem ligação emocional ou cultural com o bairro, está sendo organizado um mega-show na praia, onde desemboca o rio Rafael, patrocinado pela Skol. Estes eventos, além de serem portas de entrada para o tráfico de drogas pesadas, mexem de forma visceral com a estrutura do bairro. O Campeche, da forma como está organizado hoje, com ruas estreitas e apenas uma avenida, não comporta um fluxo excessivo de carros. Tampouco tem condições de acomodar um estacionamento para todos os visitantes que virão para o show, além de não apresentar estrutura sanitária. Como a comunidade é tradicionalmente residencial, estes mega-eventos tendem a perturbar todo o modus vivendi do povo da região.

Por conta de todos estes pontos elencados aqui, a comunidade decidiu iniciar um processo de luta pela manutenção da qualidade de vida no bairro, fortalecendo os seguintes pontos:

1 – Exigir fiscalização rigorosa para todos estes empreendimentos que estão em andamento.

2 – Realização de estudo do impacto que esse adensamento populacional pode causar para o sistema de água, esgoto e transporte.

3 – Exigir imediata aplicação da Lei Municipal buscando a abertura de acesso à Praia do Morro das Pedras em toda a Rua Manoel Pedro Vieira.

4 – Moratória imediata para a construção de novos empreendimentos até que seja definido o Plano Diretor.

5 - Suspensão do mega-show promovido pela Skol por completa incapacidade estrutural do bairro em atender a uma demanda gigante de pessoas.

*Elaine Tavares é Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Boicote o Show do Ben Harper no Point do Riozinho

Praia do Campeche: paraíso na mira dos especuladores imobiliários (Imagem: Gabriel Dread)
A degradação ambiental e a especulação imobiliária caminham juntos. No bairro do Campeche, em Florianópolis, a invasão de áreas protegidas por grandes investidores ocorre sem o menor controle do Estado. A população tenta se mobilizar, mas parece que a grana fala mais alto e a vontade popular não significa absolutamente nada para os corruptos governantes catarinenses. As forças babilônicas estão tomando conta da Ilha do Desterro...

Para coroar a destruição do sul da Ilha da Magia, o Point do Riozinho, uma das muitas entradas da praia do Campeche, foi escolhido para ser a sede do Skol Praia, evento multimilionário promovido pela marca de cerveja para atingir o público jovem. Segue abaixo um texto indignado de uma moradora do bairro que retrata bem a nossa opinião sobre o assunto.

Manifesto contra o Skol Praia

Por Gabriela Breggue da Silva

Amigos,

Quero compartilhar/argumentar com todos vocês a indignação dos verdadeiros moradores do Campeche com relação ao Show do Ben Harper que a Skol está promovendo e financiando.

A nossa comunidade era um lugar habitado por poucas famílias nativas que viviam da pesca e da prática açoriana de produção artesanal de farinha e foi agraciada pela generosa beleza natural de uma praia grande e linda e uma ilha que guarda muito sobre a história dos nossos antepassados. Como qualquer outro bairro da ilha foi crescendo, terrenos foram sendo vendidos até que recebeu a praça em homenagem ao primeiro campo de aviação da cidade, onde dizem as más línguas ter recebido o escritor de O Pequeno Príncipe, Antonie de Saint-Exupéry. No qual deu-se o nome de uma avenida importante do bairro a Avenida Pequeno Príncipe, principal acesso à Praia do Campeche.

Muito o Campeche cresceu a partir daí recebeu asfalto, material de construção, supermercado, posto de gasolina, imobiliárias, grandes empreendimentos, lixo, esgoto, destruição, construções em APP (Áreas de Preservação Permanente) e claro o Cacau menezes fazendo propagando do novo point da ilha a "Praia do Riozinho”, como se o Pico do Riozinho virasse uma nova praia idependente da Praia do Campeche. E que como prevíamos deu certo, grande poder de convencimento têm um apresentador do Jornal do Almoço da RBS Tv programa visto por grande parte da população florianopolitana.

Nesta última sexta-feira dia 28/01 no Diário Catarinense o colunista Marcos Espíndola teve o desprazer de falar mal dos moradores do Campeche por promoverem uma manifestação não só contra o Show do Ben Harper (de lastimável impacto ambiental) mas contra também as especulações imobiliárias. Fonte: Diário Catarinense.

E como um bom desinformado, o colunista Marcos cometeu uma grande gafe... Vamos ao princípio: O riozinho do campeche nunca foi chamado de Rio do Rafael, este aliás já existiu, porém foi extinto por uma família muito poderosa que comprou o terreno que compunha o rio e claro o destruiu, que nascia na Lagoa da Chica. O nome verdadeiro é Rio do Nóca (Zeferino Breggue - meu bisavô) e antes de receber este nome era chamado do Rio João Francisco (João Francisco Breggue - meu tataravô), meu avô Reduzino Zeferino Breggue, o Seu Gino, conta que esse rio nasce na Lagoa Pequena e desemboca na praia. Ele lembra que este rio era usado pela comunidade para lavar roupas e os tipitins (balaios usados da farinhada e lavados no rio), diz, que chegavam carros de boi cheio destes e que já existiu até jacaré no local.

Agora vamos ao que interessa. Toda a família da minha mãe, nasceu e cresceu no Campeche, têm as raízes açorianas fincadas nesta terra, e eu fui criada em meio a uma cultura linda onde cada vez que entro na casa de meus avós peço a benção deles para dirigir-lhes a palavra. Não posso deixar que falem mal, e principalmente notícias equivocadas com erros sérios em um jornal de grande circulação da cidade.

Este bairro sofre com uma péssima infra-estrutura para receber turistas têm pouquíssimos hotéis e pousadas, não há estacionamento nem para quem visita a praia fora da temporada imagina para um Show que deslocará aproximadamente 15.000 pessoas. Onde essas pessoas estacionarão seus carros??? E o que é pior o palco e toda a estrutura para receber esse show está alocado em uma APP (Área de Preservação Permanente). Já derrubaram o Bar do Seu Chico com o argumento de que àquela construção infringia as leis ambientais. Tudo bem, lei é lei e deve ser cumprida, mas então que se aplique a todos e não simplesmente sirva para os que não tem dinheiro para comprar a vista grossa, a autorização e o silêncio de alguns. Espalharam empreendimentos por todo o bairro, cada dia encontro mais lixo na praia. ONDE NOSSO BAIRRO VAI PARAR???

Não quero ver a história deste lugar tão encantado ir pelo ralo. Precisamos perceber que esse Show é uma estratégia para trazer cada vez mais turistas para a ilha, sem poder dar-lhes a estrutura que prometem nas propagandas, banners, folders, outdoors e etc. Fila a alguns anos atrás era raro, e hoje??? Até fora de temporada nos deparamos com as estressantes filas, coisa que era “privilégio” apenas de São Paulo e outras cidades grandes. Como vai ficar nossa cidade depois de receber 15.000 pessoas para esse show??? Mais especulação imobiliária, mais condomínios, mais prédios, mais construções irregulares, mais filas, menos esgoto tratado, menos infraestrutura, menos capacidade de acolher tanta gente interessada em morar nessa ilha que não foi feita pra comportar tanta gente! Esses políticos e empresários só querem saber de rechear seus bolsos com dinheiro, não pensam no bem estar da população, não ligam para a qualidade de vida de quem paga os impostos... Quanto mais dinheiro para eles melhor. E para responder a pergunta que o querido colunista ali de cima fez, VOTAMOS CONTRA SIM! Minha família votava todo os dias contra. Mas somos muito poucos, contra tanta gente querendo conhecer o Riozinho, o Campeche e Floripa. Sabemos que todos que vêm para a ilha se apaixona pelas praias, pela terra de gente bonita e simpática. Você que se mudou para Florianópolis a pouco tempo, que esse pouco tempo seja 20 anos, continua sendo considerado imigrante, se apaixonou pela cidade no instante em que colocou os olhos na ilha, imagina com as cenas que passam na nova novela da Globo, quantas pessoas não estão sonhando em morar aqui. E o show do Ben Harper, Donavon Frankenreiter e Tom Currem vai ser a oportunidade de vir assistir ao Show gratuito e conhecer a cidade, e posteriormente se mudar de vez para cá, porém sem investimento nenhum da prefeitura/estado em infra-estrutura para a cidade.

Como dizem por aqui essa ilha logo logo vai afundar.

Proponho o Boicote do Show, nada contra os caras, muito pelo contrário, acredito que se eles soubessem onde eles irão tocar não o fariam, são pessoas inteligentes e acreditam na preservação ambiental, e tocam muito. Mas não aqui.

Ajudem repassando ao maior número de pessoas conhecidas e vamos fazer um boicote. Não vamos ao show.

Espero que todos que se preocupam com o lugar onde moram, vivem ou passam férias, conscientize-se e participe desta grande mobilização pela preservação da Praia do Campeche.

Mais sobre a Babilônia invadindo o Campeche


Moradores protestam contra mega show no Campeche - Canga Blog

Campeche se mobiliza contra mega-exploração - Sambaqui na Rede

A cidade cresce. O que será da ilha? - Ponto Cultural do Manézinho da Ilha

Movimento Campeche Qualidade de Vida

Associação dos Moradores do Campeche - AMOCAM

Jornal do Campeche

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Banda Cultivo


Cultivo é uma revolução musical. Através de melodias dançantes e envolventes, a música transporta seus ouvintes a um estado de alegria e bem estar. O estilo musical vai além do reggae de raiz – pedrada, usando o termo mais adequado –, apresentando ainda uma mistura de influências da diversidade da música popular brasileira, do rock e do funk.

Os ideais da Banda Cultivo estão disseminados nas letras de suas músicas. Compromisso social, humanismo, simplicidade, amor e espiritualidade se complementam de forma harmônica e singular, proporcionando identificação com o público, auto-conhecimento, reflexão crítica e transcendência. Tudo isso colocado de forma simples e poética, complementando a qualidade e a vibração do instrumental.

Seus shows e apresentações são experiências indescritíveis. A melodia, o balanço, a graça e a leveza da música proporcionam momentos de êxtase dançante. O sentimento de ligação entre o público e a Banda Cultivo proporciona momentos sublimes de libertação do ego, comunhão e conexão com o planeta. Não acredite em mim quando afirmo tudo isso. Fica aqui meu convite, um quase desafio: vá a um show e entregue-se para a música. Liberte-se!

A gente colhe o que planta

Formado em 2004 na cidade de São Paulo, a Banda Cultivo vem se apresentando em casas de espetáculo, festivais culturais e eventos em diversas regiões do Brasil. No verão de 2006/2007, o grupo veio a Florianópolis para realizar uma turnê e abrir o show da renomada banda de reggae Midnite, das Ilhas Virgens (Caribe).

Acolhidos pela receptividade do povo e da natureza, decidiram viver na Ilha de Santa Catarina em busca de um estilo de vida mais condizente com as mensagens transmitidas em suas músicas. Desde então, CULTIVO tem compartilhado o palco com diversas bandas locais, como Dazaranha, Missiva e Humani.

No repertório, estão inclusas as músicas dos três álbuns - todos gravados, mixados, produzidos e lançados de forma independente. O primeiro, com o nome de “Árvore Urbana’’ (2006) com 12 faixas, o segundo intitulado “Orgânico’’ (2009), duplo com 20 faixas e o terceiro “Um Pouco de Cada’’ (2010) com 10 faixas.

A banda é formada por Danilo Beccaccia (guitarra), sua esposa Angela Beatriz (vocal), irmã de Cristian Jonatan (bateria), Kris Korus (baixo), Samuel Tortato (guitarra solo) e Vito Lorenzoni (saxofone e escaleta).

Além destes, o grupo conta ainda com Pedro “Pedrada” Angi (vocal e guitarra) e Caio “Gafanhoto” Martins (teclado), que apesar de afastados física e geograficamente – estão morando na capital paulistana – permanecem unidos à banda pelos laços de irmandade formados no trabalho coletivo.


Fique de olho na Babilônia

Cultivo é muito mais do que uma simples banda de reggae brasileiro. É um coletivo artístico cultural que tem o propósito de permitir a auto-realização de seus membros e do seu público, além de servir de espaço para a manifestação sincera de sentimentos e idéias. O objetivo do grupo não é se vender para a indústria cultural, mas constituir-se em uma organização de resistência às forças mercadológicas que pasteurizam, descontextualizam e empobrecem a música.

A Banda Cultivo busca inserir-se na cena cultural brasileira de forma diferenciada, dando voz à luta do oprimido e valorizando a tradição do povo sofrido excluído pelo mercado globalizado, contribuindo assim para um meio artístico mais diversificado, singular e autêntico.





Acesse: http://www.bandacultivo.com.br
Acompanhe: http://facebook.com/CultivoOficial/
Ligue: (48) 8832 1352 / (48) 3207 1352
Escreva: contato@bandacultivo.com.br

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Leão da Tribo

A Banda Leão da Tribo é uma banda de reggae que está ressurgindo após dez anos com parte de seus integrantes originais. Os músicos atuais são amigos de infância que se uniram novamente em 2008 para realizar um sonho em comum, que é tocar este ritmo contagiante e transmitir nas músicas positivas vibrações.
Tocar entre amigos e não apenas grandes músicos, proporciona uma atmosfera ao mesmo tempo profissional e familiar, a qual pode ser percebida durante os shows e transmitida para o público.

Com o repertório formado principalmente pelos grandes clássicos do reggae internacional e nacional como Bob Marley, Peter Tosh, Alpha Blondy, Ras Bernardo, Cidade Negra, Natiruts, entre outros.

Os shows dançantes transmitem não apenas boas energias, mas também trazem mensagens de preservação ambiental, consciência política e baladas românticas.

A Leão da Tribo é: Leonardo Covello (vocal e guitarra), Cristina Covello (backing vocal), Ericarlos de Sousa (baixo e backing vocal), Valdir Jr. (bateria) e Narley Farias (teclados).

Saiba mais:
Palco MP3

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mudanças: local e data indefinidos

I-rmãos e I-rmãs,

Gostaria de informá-los que o Reggae no Mato sofreu mudanças estruturais, mas nossas raízes continuam as mesmas.

Primeiro, o motivo da mudança: nosso projeto cresceu muito além de nossas expectativas, e a verdade é que o Reggae ficou grande para o mato da Montanha Encantada.
6 bandas já confirmadas, muitas delas de grande peso e que certamente trarão muito público, além de uma divulgação "boca a boca" intensiva, foram os fatores que motivaram a nossa mudança.

O festival de Cultura RastafarI "Reggae no Mato" quer causar um impacto positivo, tanto no local onde ocorrerá, quanto nas pessoas que participarem. Assim, fomos obrigados a desistir do reggae na Encantada, para preservar a Montanha abençoada por Jah, e para não tornar o festival um evento super-lotado e incômodo para os seres vivos que se juntarem a nós.

Por isso, saímos em busca de um lugar mais adequado a estas novas necessidades. Com a mudança de local, torna-se necessário também adiar o festival, para permitir que a Positiva Vibração seja re-canalizada para lá, seja lá onde for.

Pedimos des-culpas a todos que já haviam se programado para o local e a data mencionados. Mas esperamos que entendam que essa mudança se fez necessária e foi um fator que fugia de nosso controle.

Confiamos no mais Altíssimo e acreditamos que Eu e Eu podemos construir juntos o melhor festival de Reggae da Santa Catarina.

Propostas de novo local (ainda a definir): Greenpark (Joaquina) OU Camping dos Escoteiros (Moçambique), ambos em Floripa.

Queremos agora sua opinião: o que você acha do local e data propostos?
Não gostou? Sem problemas, o festival é nosso. Sugira um local e data, iremos meditar sobre sua idéia.

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